sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amar e ser amado X aventuras casuais

Muitas pessoas se gabam ao dizerem que não solteiras que são extremamente felizes por não namorarem, não estarem presas a uma pessoa, poderem beijar à vontade vários(as), se envolverem em loucas aventuras, inclusive sexuais sem qualquer compromisso. Alegam que é muito melhor porque não há risco nenhum de sofrerem e a relação é mais livre, leve, solta, podendo terminar a hora que quiser sem dar qualquer explicação.

Mas será que estas pessoas realmente são felizes? Por um momento pode ser que isso as satisfaça, as deixe felizes, motivadas, empolgadas mas com certeza é uma situação temporária. Inevitavelmente vai chegar uma hora que vai bater uma carência nelas, uma sensação de vazio, algo que precisa ser preenchido.

É a necessidade de amar e de ser amado. Não basta apenas amar uma pessoa, para sentir-se realizado plenamente é necessário ser amado por esta. Carência é isto: a necessidade de ser amado, de ser correspondido pela pessoa que ama.

De nada adianta amar alguém sem ser correspondido por este amor. Amar sem ser amado não preenche este vazio. Aliás uma situação destas nem pode ser chamada de amor. Pois o amor verdadeiro é bilateral: há a reciprocidade! O verdadeiro amor consiste em amar e ser amado.

As pessoas se desesperam, sofrem demais por gostarem de alguém que não está nem aí pra elas. E teimam tentando fazer com que a pessoa amada a ame também. Não faz sentido insistir para que a pessoa que a gente está “amando”, nos ame também. O amor não é imposto, é livre, espontâneo e natural tanto o amor que se dá, quanto o amor que se recebe.

Quando acontece de não ser correspondido por quem se “ama”, a solução é buscar outro alguém. A melhor maneira de esquecer alguém é procurar outro alguém.

Há até quem use artifícios para fazer com que a pessoa amada se interesse e se apaixone: investem no corpo, compram um carro, ficam ricas, adquirem status. Acabam se iludindo porque aparentemente conseguem o amor da pessoa que tanto querem mas na verdade não é amor, é um mero interesse!

Ser amado assim não tem graça. Aliás isso nem pode ser chamado de amor. Não é um sentimento sincero, não há espontaneidade e naturalidade! Só há um sentimento realmente lindo, emocionante e satisfatório se a pessoa realmente te amar sem fazer nenhum esforço, sem fazer nenhuma representação, te amar porque te acha alguém especial pelo que você é como ser humano e não pelas meras ostentações materiais e formais que possui.

E não é apenas as mulheres que sentem também a necessidade de ser amadas por quem estão amando, os homens em extinção (como eu) também! Não há graça nenhuma amar alguém e não ser correspondido por esta pessoa. O vazio fica ainda lá necessitando ser preenchido. A carência continua! Não há a formação de um sentimento integral, maravilhoso, profundo e envolvente. Ser amado é preciso, é necessário, importantíssimo, vital!

Não há dinheiro no mundo que pague a felicidade que sente ao ser correspondido por um amor de verdade, beijar alguém e sentir esta reciprocidade, sentir que não foi apenas uma simples “ficada”, sentir que esta linda história vai continuar, que vai ter telefonema no dia seguinte, que vai haver novos encontros.

Ninguém consegue viver a vida inteira com relacionamentos superficiais e ser verdadeiramente feliz! Por mais que muitos encham a boca pra dizer estão enganando a si próprios, vai chegar uma hora na vida que eles chegarão a esta conclusão. Vão querer que a relação continue, se prolongue no tempo, vão querer algo mais, não vão suportar o fato de tudo acabar de uma hora pra outra em espaços curtíssimos de tempo de uma forma tão caótica, sem densidade e sem profundidade! É possível que se envolvam com a pessoa que estão vivendo a aventura ou se apaixonem por outra que nem se envolveram. O refrão da música oitentista “Transas” do Ritchie diz tudo: “A gente pensa que isso passa e vai. Só transas. Faz de conta que não se ama mais.  É transa e tanto faz. E quando se quer mais. A gente diz "bye-bye" A gente quer mais. E finge que satisfaz.”

O amor tem um sabor indescritível e é repleto de emoções inefáveis! E só ele é capaz de preencher este vazio.

E aqueles que não eram assim? E mudaram exatamente por não terem tido sorte? Há pessoas que gostavam de namorar no passado mas por terem vivido inúmeras experiências negativas, decepções amorosas, sofrimento, mudaram e passaram a querer apenas relacionamentos superficiais! Tal atitude é imatura e absurda! O fato da pessoa ter sofrido muito, ter se decepcionado amorosamente por várias vezes não significa que isso ocorrerá sempre. Não é porque aconteceu muitas vezes que isso será eterno. Não são todas as pessoas que agem de má-fé, é difícil encontrá-la mas ainda existe muita gente boa neste mundo!  E as experiências negativas que a pessoa sofreu são úteis para que ela se fortaleça, fique segura e vacinada para que não caia em nova decepção.

Deixar de querer namorar só por ter sofrido e tentar preencher um vazio com relacionamentos superficiais e aventureiros é uma fuga sem sentido! Totalmente inócua pois o vazio continuará e de maneira pior: ficará ainda mais acentuado!

Por isso nunca desista! Jamais tranque seu coração! Não tenha medo de ser realmente feliz! Não vale a pena! E por mais carente que você esteja, por mais difícil que seja suportar este vazio, não se desespere. Anime-se! Tente! Seja perseverante, tenha sempre esperança! Procure e permita-se ser procurado. Saia, espaireça! Quando você menos esperar terá uma agradável surpresa! Uma hora com certeza dará certo, mais cedo ou mais tarde você encontrará alguém especial e será amado por esta pessoa! Tenho total esperança de que isso acontecerá comigo no ano que vem. Não só comigo mas com você também internauta que se identificou com este texto. E se não acontecer ainda, tudo bem em algum instante algo mágico acontecerá na minha e na sua vida! A todos um feliz 2012!

sábado, 8 de outubro de 2011

Gosto se discute sim!

Vivemos num país em que há a liberdade de expressão, em que cada um pode dar sua opinião pessoal sobre o assunto mas no entanto muitas pessoas preferem encher a boca para proferir o famoso ditado popular “Gosto não se discute”. É só comentar com alguém algum assunto que envolve algum tipo de preferência distinta que esta frase muitas vezes é falada pela pessoa que não quer seguir adiante a conversa.

Este adágio popular é totalmente absurdo e sem sentido! Discordo plenamente dele, penso que é exatamente o contrário: gosto se discute sim! 

Aqueles que acham que “gosto não se discute” geralmente não entendem o verdadeiro sentido do verbo discutir. Discutir aqui não tem sentido pejorativo. Não significa brigar ou ofender, alguém por ter uma opinião distinta. Discutir tem sentido denotativo, próprio de um dicionário. De acordo com o Dicionário Aurélio, discutir é “1. Debater (questão, problema, assunto).2. Examinar, investigar, questionando. 3. Pôr em debate, em discussão; contestar. 4. Defender ou impugnar (assunto controvertido); questionar. 5. Travar discussão; questionar. 6. Tomar parte em discussão. 7. Questionar, contender.”

Logo, discutir é algo saudável, fundamental para a humanidade. A discussão de gostos e opiniões é um intercâmbio saudável de idéias entre as pessoas, imprescindível para a evolução dos seres humanos. As boas discussões estão em extinção na sociedade! E elas constituem a válvula propulsora para o aperfeiçoamento dela.

É importante discutir qualquer assunto por mais polêmico que ele seja. E isso inclui futebol, religião e política. Não há limite de assuntos para uma discussão. Não deve haver censura em uma discussão, todos tem o direito de expressar seus pontos de vista e eles são muito importantes nos relacionamentos humanos. E sem exageros, uma discussão pode ajudar a mudar o mundo.

Muitas pessoas levam a discussão pro lado pessoal, ficam nervosas, bravas, ofensivas, desrespeitosas, cheias de ódio. Por isso muitos preferem não discutir. Mas aí quem tá errada é a pessoa que não sabe discutir, não a discussão em si.  É preciso saber discutir, debater um assunto civilizadamente, respeitando as divergências mesmo que o assunto seja polêmico. Discutir é dialogar, falar sobre um assunto sem partir para a agressão pessoal. A idéia (coisa em si) pode ser agredida (ex: “acho isso ridículo”, “penso que aquilo é tolice”, “é patética esta idéia”), mas nunca a pessoa que pensa desta ou daquela maneira.

As ofensas tem sempre uma consequência. Se a pessoa extrapola e chega a ofender alguém por pensar de outra maneira inevitavelmente sofrerá uma conseqüência negativa por seu ato. Não é por causa disso que as discussões devem deixar de ocorrer. Cabe às pessoas se conscientizarem e produzirem discussões frutíferas.

Quem manifesta sempre sua opinião sobre qualquer assunto, sofre preconceito, as pessoas dizem injustamente que só fazem polêmica para chamar a atenção. Eu mesmo sou um exemplo disso. Tenho certeza que algumas pessoas pensam que estou querendo fazer polêmica para chamar a atenção quando digo o que penso. Ora, eu tenho personalidade! Tenho minha própria opinião e não tenho medo de externar ela. Não sou obrigado a concordar com todo mundo da mesma maneira que não sou obrigado a discordar de todo mundo. Não faço isso de caso pensado. É absurdo e incoerente pensar que faço isso pra chamar a atenção pois não sou contra tudo nem a favor de tudo, muitas vezes o que falo coincide com o que muitas pessoas pensam da mesma forma que muitas vezes o que falo não coincide com o que muitas pessoas pensam. Se eu quisesse realmente chamar a atenção seria sempre do contra, mas não é verdade! Nem sempre estou do lado do senso comum, como nem sempre sou contra ele. E com a maioria das pessoas polêmicas assim. Claro que existem casos de pessoas que querem chamar a atenção mas neste casos é fácil perceber a intenção delas.
O provérbio “Gosto não se discute” é tão mentiroso que a Internet tá aí para provar exatamente o contrário. Se gosto não se discute qual seria a função do Orkut? Do Facebook? Dos fóruns virtuais? As redes sociais e os fóruns virtuais foram feitos para as pessoas interagirem e trocarem experiências, idéias, preferências, opções. Enfim, foram feitas para que as pessoas discutam os mais variados assuntos.

Ao lerem isso, tenho certeza que várias pessoas argumentarão: “Discutir é uma perda de tempo, cada um tem uma idéia e pronto, não mudará de opinião, não vale a pena discutir, é desgastante!” A estas pessoas contra-argumento: De fato é difícil (não impossível, mas difícil) alguém mudar de opinião com alguma discussão principalmente quando ela envolve algum assunto polêmico, mas nem por isso a discussão deixa der ser inútil. A discussão gera sempre a reflexão sobre o assunto por mais que a pessoa continue tendo a mesma idéia. Esta reflexão é importantíssima nas relações sociais. A discussão só é desgastante para quem não sabe discutir, para quem não sabe conduzir uma discussão de maneira civilizada e saudável até o final.

Claro que tudo depende da postura das pessoas na discussão. Não se pode ser fanático ao se debater um assunto. Uma pessoa fanática não tem condições de conduzir uma discussão pois fala nervosamente, não deixa espaço para a outra pessoa falar. Em situações assim, realmente a discussão chega rapidamente ao fim por causa da total imaturidade e falta de discernimento do fanático. O fanatismo leva ao ódio gratuito que derruba todo o alicerce de uma discussão. Os envolvidos numa discussão devem ter condições para desenvolverem o debate.

Na prática há um exemplo de como a discussão sobre um assunto polêmico pode ajudar a mudar o mundo: o caso do deputado Jair Bolsonaro. Bolsonaro causou polêmica com suas alegações homofóbicas e racistas culminando numa ofensa à cantora Preta Gil e na declaração de que “É impossível o pai de um homossexual ser feliz e ter orgulho do seu filho” feitas no programa CQC da Band. As declarações de Bolsonaro repercurtiram de tal forma na mídia que fez o povo debater o assunto e refletir sobre ele. O debate gerou atitudes positivas como a que o jornalista Marcelo Tas fez no CQC uma semana depois ao mostrar a foto da filha e dizer que ela é homossexual e que ele é muito feliz e tem muito orgulho de ter esta filha. A atitude de Tas gerou milhares de e-mails, muitos deles de pais e de filhos homossexuais aliviados, pais que se encorajaram a aceitar os filhos homossexuais.

Como disse no começo da crônica, uma discussão pode ajudar a mudar o mundo mesmo que esta mudança seja pequena, ela alavanca atitudes e gestos que fazem a diferença. O próprio Marcelo Tas concorda como o que estou expondo nesta crônica, ele concorda que a discussão não deve ser evitada, ao contrário deve ser sempre ventilada, conforme afirmações dele em entrevista no programa do SBT “De Frente com Gabi” no dia 25/09/11 que abaixo transcrevo:

“Eu discordo quando a gente acha que se a gente não coloca a luz no Bolsonaro a gente resolveu este problema. Eu acho importante ter o Bolsonaro porque ele representa milhões de brasileiros que pensam como ele...E acho civilizado ele expor a maneira como ele pensa  apesar de achar deplorável a maneira como ele se coloca para que a gente debata, para que a gente discuta este assunto e foi isso que aconteceu: a coisa pegou fogo no Congresso, na mídia, todo mundo discutiu o assunto.”

As pessoas precisam parar com esta mania de fugir de discussões, de não ter paciência de externar sua opinião sobre os assuntos. Quanto mais as pessoas se fecham, quanto mais inertes ficam as pessoas quando assuntos são trazidos a bailas, mais elas perdem com isso, mais alienadas e fúteis elas ficam. E menos interessantes elas são.

O atraente no ser humano é a conversa, a vontade de dialogar, debater um assunto, utilizando seus pontos de vistas e argumentos. Só se conhece um ser humano sabendo sua opinião. Dizer que não gosta de tal assunto por isso não quer falar nele não é argumento para fugir da temática. Se não gosta, basta dizer porque não gosta de tal assunto, o que já geraria um novo debate, diferente do debate que seria feito inicialmente.

A apatia dos indivíduos diante de temáticas do cotidiano são normalmente geradas por três fatores: falta de argumento, falta de paciência, medo ou preguiça mental.

Ou as pessoas não querem falar no assunto por não possuírem argumentos ou até tem argumentos mas tem preguiça ou insegurança de discorrer sobre eles ou não tem paciência para isso.

Quando há a falta de argumentos, cabe a pessoa ouvir o que a outra diz para se inteirar no assunto e assim ter externar sua opinião. Pode ser que a pessoa necessite se informar mais, ler um pouco sobre o assunto para formar uma opinião mais sólida e profunda, mas isso não impede que ela externe sua impressão inicial sobre a temática. O assunto pode voltar a ser discutido futuramente quando a pessoa estiver mais informada gerando um novo debate.

Quando a pessoa tem insegurança, preguiça ou não tem paciência de falar sobre um assunto, cabe a ela trabalhar melhor este comportamento, tentando se livrar disso, utilizando métodos próprios pois a pessoa que insiste em ser preguiçosa, insegura e impaciente estará cada vez mais sozinha na vida.

Ninguém é dono da verdade. Cada um tem uma opinião própria, pessoal. Cada um tem o direito de concordar ou discordar de uma idéia (e externar isso) mas isso não pode levar ao fanatismo, deve haver o respeito à idéia divergente, a paciência em debater o assunto de maneira civilizada. E isso inclui esta crônica. O leitor não é obrigado a concordar comigo e tem todo o direito de manifestar sua opinião a respeito favorável ou desfavorável sobre o que achou deste texto. Aliás só a opinião das pessoas dão sentido a este blog. Sem elas, o blog perde a razão de ser.

Prezados internautas, comecem já praticando o que disse acima, deixem aqui sua opinião sobre a crônica sem medo de ser feliz. Ultimamente as crônicas estão sendo bastante lidas porém pouco comentadas. Não adianta nada ter muitos acessos ao blog e em contrapartida ter pouca interatividade com os leitores. São poucos os que externam sua opinião por aqui. E este blog só ficará realmente interessante quando as pessoas comentarem sobre as crônicas, quando houver a discussão saudável sobre os assuntos expostos aqui porque gosto se discute sim! Fiquem a vontade pra dizer o que pensam. Conto com vocês!!! Abraços!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Overdose de Internet e a virtualização do ser humano

A tecnologia trouxe muitas evoluções em nossas vidas. A principal revolução tecnológica ocorreu e continua ocorrendo com a Internet. Através da Internet é possível mandar rapidamente e-mail com documentos digitalizados para uma pessoa a quilômetros de distância, participar de redes sociais, participar de videoconferências, conversar através de comunicador de mensagens instantâneas, assistir vídeos e ouvir músicas. É possível até se conectar na Internet por meio de celulares com teclado (os smartphones).

 Em que pese estas facilidades de comunicação que a tecnologia trouxe em nossas vidas, o humanismo está se perdendo e os relacionamentos estão ficando cada vez mais frios e virtuais.

Pessoas estão trocando o mundo real pelo mundo virtual. O site de relacionamento Twitter é um exemplo disso. Neste site, o grande objetivo é cada pessoa informar o que está fazendo naquele exato instante. Com isso, várias pessoas ficam grande parte do dia relatando o que estão fazendo em casa, deixando de ir a festas, reuniões, encontro com amigos, deixando de conhecer pessoas novas para amizades ou namoros. Facebook está indo pelo mesmo caminho, muitos usam o Facebook como um Twitter.  A rede social está perdendo sua razão de ser. Como nome diz ela tinha que ser social mas na prática não é o  que acontece.

Além da Internet, há vários equipamentos tecnológicos que permitem ouvir músicas, assistir vídeos, jogar, conversar, fotografar, filmar. Dentre eles a grande novidade é o tablet, que possibilita navegar na Internet numa grande tela touch screen e ler livros digitalizados.

O tablet surgiu com objetivo de aposentar o velho e bom livro impresso. No tablet, centenas de livros são digitalizados em um pequeno dispositivo eletrônico barateando os custos de aquisição do livro e com isso a pessoa pode ler esta farta quantidade de livros numa tela, clicando num botão para mudar de página. Com o tempo não se publicarão mais livros, cada vez mais pessoas usarão o tablet, restando apenas os livros antigos. A sensação única, maravilhosa e mágica que envolve a leitura de um livro impresso morrerá. As pessoas não verão mais capas com ilustrações coloridas, não sentirão mais o cheiro típico de tinta do livro novo, não tocarão mais nas páginas de um livro, não sentirão pelos dedos a textura do papel. Estão querendo que o romantismo do livro impresso acabe!

A amizade e o romantismo (em suma os relacionamentos reais) estão deixando de existir. As pessoas estão se enclausurando com toda série de aparatos tecnológicos, se fechando para os amigos e para o amor. O ser humano está ficando parecido com os dispositivos tecnológicos que freqüentemente usa: automático, frio, rápido e artificial. O calor do relacionamento pessoal está aos poucos desaparecendo. É uma pena, pois nada substitui o contato pessoal. Absolutamente nada substitui a experiência de estar ao lado de alguém, olhar em seus olhos, conversar ao vivo, dar risadas, abraçar, beijar e acariciar. A Internet é uma ferramenta social e deveria ser usado do mundo virtual para o mundo real, o objetivo seria quebrar esta barreira mas não muitas pessoas não quebram esta importante barreira permanecem no mundo virtual!

Se eu teclo com uma pessoa nova, não vou querer ficar o resto da minha vida teclando com esta pessoa, uma hora vou querer conhecê-la pessoalmente e o quanto antes. Mas tem pessoas que adoram ficar prolongando o contato virtual e evitando o real. É preciso quebrar esta barreira, afinal de contas somos seres humanos, seres sociais e relacionamentos sociais só existem com contatos sociais pessoais. Sou um ser humano, não uma maquininha. Quer um robô? Compre um que não serei sua cobaia!!

O virtualismo é tão grave que algumas pessoas chegam ao ponto de mandar uma mensagem na rede social se desculpando por não ter conseguindo entrar na Internet por um dia. Pois é, já vi uma pessoa pedindo desculpas por não ter aparecido no Facebook no dia anterior. Pra que se justificar? Como se ela precisasse dar satisfação disso. Como se fosse essencial ela explicar isso para as demais pessoas.  Como se fosse urgente ela responder todos as mensagens imediatamente. Qual a necessidade de ficar se desculpando por não ter entrado na Internet um dia? Desculpar-se de quê? Oh meu Deus vai acabar o mundo, todo mundo vai ficar muito magoado por uma atitude tão terrível como esta! A dependência é tanta que a pessoa se torna uma escrava do mundo virtual e nem se dá conta disso. Trata o mundo virtual como se fosse um encontro pessoal, um compromisso da vida real. A pessoa passa a acreditar que tem a obrigação de informar o que tá fazendo a todo instante pra todo mundo e se isso não for feito ela se sente mal. Passou uns minutos e ela não relatou o que esta fazendo ela fica ansiosa, desesperada vira um vício tal como o cigarro.

Há também aqueles que saem de casa, vão a lugares interessantes com amigos pra se divertir mas o uso da Internet atrapalha totalmente o momento do lazer. Abaixo 2 casos que vi há alguns meses atrás, quando o Facebook começou a ser a febre do momento no Brasil.

A pessoa vai a uma festa e fica grande parte da festa postando pra todo mundo no Facebook o que tá fazendo na festa, mandando fotos do que tá fazendo e em que local está rolando a festa. Toca uma música bem legal mas a pessoa interrompe sua dança pra ficar postando que tá dançando tal musica. A pessoa simplesmente deixa de curtir aquele momento especial pois perde tempo em narrar o que está acontecendo naquele momento. Ao fazer isso o indivíduo deixa de aproveitar o momento como deveria ser aproveitado em sua plenitude, vários instantes são perdidos, várias situações deixam daquele momento deixam de ser curtidas porque a pessoa ao invés de vivenciar o momento estava lá teclando. O momento perdeu qualidade pois a pessoa deixou de notar e sentir várias coisas enquanto estava dedilhando freneticamente no tecladinho do celular

Isso acontece também nas férias. A pessoa entra em férias do trabalho mas não da Internet. O vício continua frequente. Na praia é a mesma coisa. A pessoa vai viajar pra praia em férias e faz absoluta questão de ficar teclando momento a momento o que está fazendo, e em que posição geográfica está naquele momento. Todo mundo lá curtindo e a pessoa narrando de minutos em minutos o que (e aonde) está sendo feita suas atividades enviando até fotos daquele instante no Twitter ou no Facebook como se fosse um jornalista de um reality show 24 horas. Os momentos da praia deixam de ser vividos intensamente. Minutos e horas preciosas foram desperdiçadas por algo totalmente sem sentido!

Se a pessoa quer contar pros amigos as férias, a festa, o churrasco, o barzinho ou qualquer outra ocasião por que ela primeiro não vive aquele momento pra apenas depois dele ter sido vivido e ela estiver sem nada pra fazer ela postar um resumo na Internet e postar as fotos do que aconteceu? Por que a necessidade de fazer isso no momento em que o fato está ocorrendo? A troco de que? O mundo vai acabar e ai não vai dar tempo delas saberem? As pessoas não podem esperar pra ver as fotos depois? As pessoas não podem esperar pra saber como que foi? Elas tem que saber na hora? Por que? Você é jornalista da sua própria vida e tem que relatar em tempo real?

Outrossim, existe a superexposição nas redes sociais. Muitos gostam de expor detalhes da vida pessoal que diga-se de passagem não interessa pra maioria das pessoas. Quando falo pessoal é pessoal mesmo (personalíssimo), não as coisas ocasionais, triviais, não as coisas do dia-a-dia, não me refiro aos fatos genéricos do trabalho, ao estado de humor, narração geral de fatos mas sim detalhes de fatos da vida íntima, situações muito pessoais. Tais pessoas sentem a necessidade de ir lá e falar com detalhes coisas muito pessoais pra todo mundo ler, não tomam cuidado e isso prejudica a própria vida delas. Outras pessoas bisbilhoteiras ao lerem isso começam a ficar em seu encalço chegando até a surgir encrencas por conta disso.

A coisa está tão grave que não duvido nada que daqui a pouco as pessoas vão começar a relatar na Internet seus relacionamentos sexuais reais no exato momento do ato sexual. Já pensou o rapaz escrevendo: “Estou nas preliminares. Beijando seus seios, são macios e cheirosos” e mais pra frente: “Ela agora está num ângulo frontal privilegiado. Estou agarrando-a e me aproximando. Encostou. Está entrando, está saindo, está entrando, está saindo. Estou sentindo uma enorme sensação de prazer!” O sujeito exporá detalhes íntimos de sua vida e deixará de aproveitar a transa para narrá-la. Ah do jeito que a coisa anda não duvido nada que futuramente teremos postagens assim no Twitter e no Facebook..

E o que dizer do sexo virtual? Sexo virtual não é sexo! Sexo só existe na vida real! Ora se a pessoa não é do tipo romântica como eu e busca apenas sexo casual na Internet o ideal é teclar com a outra pessoa e marcar de encontrar com ela pra ver se rola reciprocamente uma química pessoalmente com ela para um sexo real.  Até o sexo está comprometido com esta mania virtualóide! Como sabem sou romântico e portanto não sou adepto do sexo casual (exporei detalhadamente isso em uma futura crônica) mas respeito as pessoas que curtem contanto que seja consentido (que os 2 realmente queiram e ão estejam iludindo um ao outro quanto a esta intenção de relacionamento nada sério). 

Então muitos devem pensar: “O cara não gosta da Internet, odeia redes sociais, é um desatualizado na vida” Não nada disso! Uso a Internet pra vida profissional e pra pessoal também. Não, eu não odeio as redes sociais (tá vai o Twitter é a única exceção rs... – Twitter eu não gosto mesmo) não sou contra a Internet, sou contra o uso excessivo dela. Pois o uso excessivo tem se mostrando terrivelmente nocivo. Acho saudável usar redes sociais com moderação: eu mesmo uso, faço postagens nela. Escrevo ocasionalmente crônicas neste blog. Leio e-mail, teclo no MSN. Uso o Orkut e o Facebook, posto coisas que acho interessantes, comentários, posto fotos mas não faço minha vida girar em torno disso, não fico o tempo todo lá, uso alguns minutos, e jamais interrompo o que estou fazendo para avisar todo mundo que estou fazendo aquilo ou posto fotos ao vivo (depois de eu curtir o momento, normalmente um ou 2 dias depois eu posto as fotos e coloco algum comentário sucinto e tá ótimo) e mesmo se não for possível eu fazer isso eu não vou ficar desesperado, não vou morrer por causa disso.

Também não fico me expondo como muitos fazem, só revelo o que acho que as pessoas devem saber de mim, muita coisa continua no imaginário de quem não me conhece muito bem, a pessoa tem que ser minha amiga de verdade (não uma mera conhecida ou uma pessoa que só conheça virtualmente) pra saber detalhes de muitas coisas da minha vida.

Estou de fato em extinção pois sinto que cada vez mais as pessoas estão passando a discordar desta minha maneira de pensar, achando absolutamente natural que as coisas sejam assim, artificiais, frias e puramente virtuais deste jeito.

O que será do futuro da humanidade? As pessoas virarão robôs? Ficarão programadas para se relacionar? Seria este o admirável mundo novo que o célebre autor Aldous Huxley previu em seu livro? Não, eu não quero fazer parte deste mundo. Permanecerei usando a tecnologia para facilitar minha vida pessoal (marcando encontros reais com amigos e conhecendo pessoalmente novos seres humanos na Internet) e profissional. Prefiro continuar lendo meus livros impressos, sair com os meus amigos e aproveitar de forma plena cada instante (sem perder tempo em ficar relatando a todo instante o que estou fazendo para os outros), buscar um amor real, não morar no MSN,  no Twitter nem no Facebook, viver os momentos ao vivo e em cores e ser feliz de verdade!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ser bem humorado significa não levar a vida e as pessoas a sério?

Num mundo competitivo e agitado como o atual cheio de pressões, atribulações, problemas, correria, estresse, muitas pessoas deixam de lado o bom humor.

Para transmitirem um ar de seriedade profissional, se tornam extremamente sisudas.
Seus relacionamentos pessoais também passam se limitar a pessoas igualmente sisudas, que falam sempre de assuntos sérios, graves, relevantíssimos.

Há até aqueles que ridicularizam as pessoas de bom humor como se fossem pessoas idiotas, inúteis, indelicadas, que nada contribuem para o mundo e atrapalham o andamento deste.

Como se o bom humor por si só tirasse da pessoa sua credibilidade pessoal e profissional.

Refletindo sobre isso, chega-se a pergunta do título: Ser bem humorado significa não levar a vida e as pessoas a sério? 

Ser bem humorado é ser insensível? Equivale a zombar do sentimento alheio? Significa incompetência como ser humano e como profissional?

A resposta a estas perguntas é um enfático “Não!” porém com algumas ressalvas.

O bom humor faz bem para a vida, traz energias positivas, um clima ótimo tanto para as relações profissionais como para as relações pessoais.

O fato de uma pessoa ser bem humorada não significa que ela seja uma pessoa sem competência profissional e idiota como ser humano.

Pelo contrário o bom humor revela inteligência, criatividade, empatia. Aqui o conceito de inteligência não se restringe ao intelectual, abarca principalmente o conceito de inteligência emocional, consagrada teoria de Daniel Goleman sobre controle das emoções (intrapessoal) e ótimos relacionamentos com as pessoas (interpessoal).

O que acontece é que  pessoas muito sérias não sabem separar as coisas e é aí que entra o bom senso.

Uma pessoa bem humorada consegue perfeitamente ser séria em momentos que precisa de seriedade. O simples fato da pessoa ser brincalhona não significa que ela não leve seu trabalho a sério, que não faça as coisas como deveriam ser feitas ou que encare suas funções como se fosse algo sem importância e ridículo. Na esfera pessoal é a mesma coisa: ser bem humorado não significa não ter consciência dos problemas que esta vida possui, nem ser cruel e zombar do sentimento dos outros tampouco tratar as pessoas como inúteis, não dando atenção a elas como se fossem meros objetos de um joguinho que são descartadas logo em seguida.

Muitos indivíduos não tem o bom senso de distinguir que o bom humor e a seriedade podem conviver perfeitamente juntas numa só pessoa. Tais pessoas vão lá e já rotulam a pessoa bem humorada como o modelo mais perfeito do ridículo e do imbecil num. absurdo pré-julgamento!
Cabe ao bem humorado ter bom senso também: às vezes é preciso falar sério sempre que se quer transmitir o que pensa sobre um assunto porque senão a pessoa não vai saber sua opinião a respeito, não saberá se é brincadeira ou é o que você pensa.

Além disso, o bom senso é um fator importante em situações em que é preciso saber que há momentos que podem brincar e há momentos em que não são cabíveis brincadeiras
Para que exista este bom senso é fundamental a existência de outro elemento: a sensibilidade. Esta estabelece os limites do genuíno bom humor. O verdadeiro bom humor é saudável, nele há o respeito com o outro. E a sensibilidade não se explica, se sente. Não se brinca com sentimentos dos outros.

Ora, se a pessoa está passando por uma problema grave de saúde, alguma morte na família, alguma terrível tragédia, não é cabível a pessoa fazer alguma brincadeira com a situação em si. Tais brincadeiras deixam de ser brincadeiras e se tornam ofensas, humilhações e mágoas.

Da mesma forma no trabalho o bom humor não deve ser usado como meio para deixar de cumprir as funções, fazer as coisas erradas e tratar tudo como se fosse sem importância. Se o bom humor for usado desta forma o indivíduo estará cometendo um desrespeito aos outros que dependem da realização destas funções para viver, para ficar bem.
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Pessoas que não tem bom senso e sensibilidade, que não sabem ser bem humoradas na hora certa não exercem o verdadeiro bom humor. Porque o bom humor de verdade é saudável e inevitavelmente atrelado ao bom senso e a sensibilidade

Enquadro-me na categoria de pessoa bem humorada, com bom senso e sensibilidade, que sabe o momento certo de expor quem é, o que pensa, o momento certo para brincar e o momento certo de ser sério.

E como todo bem humorado sou vítima de rotulações pré-julgamentos por parte de pessoas mal humorados, de mal com a vida.
Isso acontece tanto na esfera profissional como na pessoal

Ora, quem disse que advogado tem que ficar sempre com a cara amarrada? Que não pode contar piadas? Fazer brincadeiras? Ser light, dar risadas no corredor do fórum e dependendo do contexto por que não na sala de audiências? Brincar com os cartorários, com os estagiários, com os colegas, funcionários. Quem inventou o estereótipo do advogado com energia ruim, aquela que com uma testa franzida carrega com a mão tensa e fechada uma maleta cinzenta?
Quem inventou isso é um infeliz, assim como os que seguem este rótulo que tal infeliz criou. São pessoas que não sabe o quem é viver, estão mortas, alguém precisa avisá-las, coitadas!!!

Na esfera pessoal há também sempre alguém que me trata como um tonto por este meu jeito feliz e brincalhão de ser. Tratam-me como se eu fosse uma pessoa tola e inconsciente dos problemas que a vida possui. São arrogantes e se acham superiores por serem sempre sérias e inferiorizam pelo fato de ser bom humorado como se fosse um pura “cuca fresca”.Sempre pensam “Ih lá vem aquele idiota me irritar com seu bom humor”. Há estas pessoas indago: Por que isso? Seria inveja? Inveja porque por mais que os problemas apareçam neste estressante mundo, que coisa ruins aconteçam consigo sempre me erguer e levar a vida com bom humor, otimismo, alegria, alto astral e energia positiva? Enquanto isso tais pessoas continuam cada vez mais carrancudas, amargas, ranzinzas, de mal com a vida, com o semblante azedo, com energias negativas que só fazem piorar a própria situação delas.

Até quando irão insistir com isso?.Esta extrema sisudez delas não vai levar a nada. E só com o tempo elas irão aprender.

Tenho certeza que isso não acontece só comigo, Muitos leitores se identificam com estas situações no cotidiano.

Sorria, ria, dê gargalhadas, conte piadas, faça brincadeiras! Não tenha medo! Isso é ser feliz! Vai lá, se solta! O bom humor dá cores e sabores ao mundo e aos sentimentos nobres como o amor e a amizade!

Bom humor faz bem! É a válvula propulsora da vida, conforta e serve de motivação pra que a vida siga adiante. E que apesar de estar consciente dos problemas e agruras da vida, o bom humor sempre estará lá para minimizá-las para que coisas maravilhosas aconteçam tanto na vida pessoal como na profissional.

domingo, 1 de maio de 2011

Amar não é jogar War!

Sempre achei muito ridículo os famosos joguinhos de conquista que muitas mulheres fazem: joguinho de se fazer de difícil, de não demonstrar que ta a fim. Muito infantil isso! Além de ser uma pura perda de tempo!

Que adolescentes façam isso tudo bem, a sabedoria vem com o passar dos anos, com o tempo elas vão amadurecer e distinguir um relacionamento amoroso de um jogo de tabuleiro. O estranho é que adultas façam isso!

É muito imaturo fingir que não está interessada, quando está interessada. Para que isso? Aí muitas enchem a boca e respondem: Pra que a mulher seja valorizada, para o cara não achar que a mulher é fácil.

Estes argumentos não me convencem. Se a mulher está a fim também tem que tomar uma atitude, dar uma indireta para que o relacionamento que está em sua fase inicial se desenvolva diante da grande possibilidade de dar certo. Não estou dizendo que a mulher tenha que ser fácil e já ir logo do nada agarrando não. Mas ela tem que dar um sinal também, um olhar especial, falar algo diferente, assim como o sinal que os homens dão quando estão interessados. Estes sinais não desvalorizam a mulher, não há nada de errado nisso. Muito pelo contrário tais sinais tornam a mulher ainda mais valorizada, é uma mulher que não tem frescura, é determinada, sabe o que quer.

A mulher que joga subitamente se transforma, a receptividade e simpatia que você sentiu quando a conheceu somem sem você ter feito nada para isso, faz parte do joguinho, ela quer se fazer de difícil para chamar a atenção, para atrair. Fazendo isso, a mulher perde a grande oportunidade de ser feliz pois tal atitude faz com que seja rejeitada cada vez mais pelo homem.

Os homens em extinção não tem paciência com mulheres que fazem  joguinho de se fazer de difícil porque isso demonstra também que são inseguras e sem atitude como já dito na crônica “Mulheres seguras também estão em extinção” os homens em extinção não gostam de mulheres inseguras, sem atitude, não confiantes.

Se a mulher começa a se fazer muito de difícil eu me afasto porque sinto que estou sendo feito de bobo e perdendo meu tempo. Penso assim: se ela realmente estivesse interessada em mim, não insistiria neste joguinho estúpido e tosco, isso cansa, irrita e faz com que me desapaixone por ela. A mulher que faz joguinhos se torna extremamente desinteressante e bloqueia qualquer possibilidade de relacionamento.

Estes joguinhos toscos que as mulheres fazem dão a impressão que elas querem apenas se divertir com os homens, zombar deles, querem se sentir um troféu inatingível que só com grandes sacrifícios conseguirão o amor dela. Patético! A mulher acha que está abafando com os joguinhos, porém se dá mal, ao invés de aproximar o homem, está afastando ele cada vez mais.

Quando o relacionamento é construído com estes joguinhos não dará certo. Há homens que caem neste joguinhos, aceitam se submeter a eles,  acabam se apaixonando pela jogadora. O homem que entra nesta se torna um jogador também, faz jogadas paralelas, arma suas próprias estratégias. Acredito que muitos divórcios, separações, fins de namoro é por conta de relacionamentos que foram estruturados em joguinhos estratégicos de conquista. São pessoas vítimas de joguinhos que foram induzidas a se apaixonar de forma artificial. Podem reparar: grande parte dos relacionamentos que não acabam não foram construídos com joguinhos recíprocos de conquista. Agora aqueles que acabam certeza houve um joguinho que um dos parceiros caiu como um patinho sem perceber e acha que está amando a pessoa mas está apenas "hipnotizado" por ela, enfeitiçado. E ai quando cai em si é que há a rompimento do relacionamento amoroso.

Ora, amar não é jogar War!! Mulher que jogou War comigo na vida real amorosa aí vai o meu desabafo (que com certeza é também o desabafo de muitos homens): Eu não sou um peãozinho no tabuleiro deste joguinho que você mulher construiu. Você não conseguirá 1 continente (meu coração inteiro) ou 5 países (pedaços do meu coração) a sua escolha se continuar com este jogo. Mulher, esta estratégia planejada na sua cabeça não dará certo. Sim você me perdeu por isso e agora se quiser me recuperar vai ter que mostrar que mudou que abandonou estes joguinhos e que passou a fazer o que seu coração manda.

Simplesmente porque relacionamentos não tem estratégia pois não são racionais. Emoções não tem planos táticos. O amor ou a tentativa de formar um relacionamento amoroso se desenvolve de maneira espontânea e natural. Conquistar o amor de uma pessoa não é ter a posse material como a de um território. Não é algo frio, racional e materialista que demande uma estratégia.

A conquista é algo que acontece naturalmente sem planejamento, que vai se descobrindo com os diálogos, com o olhar, com o sorriso, com as expressões faciais: o sentimento apenas surge e acontece de forma espontânea entre as pessoas e cabe a elas darem sinal uma a outra que estão se apaixonando. Qualquer tentativa de colocar alguma estratégia de conquista nisso racionaliza a emoção e conseqüentemente aniquila o relacionamento e todo sentimento nele presente. War só é divertido no tabuleiro!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A química na biologia dos relacionamentos amorosos

Há quem diga que o que vale é a beleza interior, que não importa o quanto uma pessoa é feia, você se apaixona por ela pelas idéias dele, pelo caráter, pelo jeito de ser.

Em contrapartida, há aqueles que concordam com Vinicius de Moraes e afirmam que beleza é fundamental.

De fato a beleza interna é importante mas não sejamos hipócritas, a beleza externa também é importante!

Ou alguém aí já se apaixonou por alguém que não lhe atraiu fisicamente? Já gamaram em algum canhão?

Claro que não! A química faz parte do início de um relacionamento, é o primeiro sinal de afinidade com alguém. Ela indica se vale a pena ou não investir na pessoa.

O conceito de beleza é extremamente subjetivo. O que é feio para uma pessoa, é bonito para outra. A química existe se a pessoa acha a outra bonita independentemente da opinião dos outros, o que vale é a opinião da pessoa que está gamada.

Muitas vezes olhamos ao nosso redor e comentamos: “Caramba! Como aquela garota tão linda pode estar namorando um cara tão feio?” Ou “O cara parece galã e foi se interessar logo por uma baranga?.” É que pra aquela garota, o rapaz é lindo ou para aquele rapaz, a garota é uma beldade. Houve química entre eles.

Isso serve de auto-estima pra você leitor(a). Se você se acha feio(a), não esquenta a cabeça, com certeza existe alguém no mundo que te ache belo(a). O subjetivismo da beleza garante isso!

É evidente que só a química de nada adianta. Ela é apenas o primeiro contato. O fato de haver química entre duas pessoas não significa que elas vão namorar.

Eis uma analogia com o consumo: na hora de comprar um produto novo, totalmente desconhecido, somos atraídos pela embalagem. Mas só vamos saber se iremos gostar realmente do produto se experimentarmos o conteúdo.

Nos relacionamentos é a mesma coisa. Somos atraídos pela beleza, mas só iremos saber se amamos a pessoa que nos atraiu fisicamente, conhecendo ela aos poucos, conversando com ela, trocando idéias, descobrindo como são seus valores morais, como ela age e pensa etc.

Esta beleza interior também tem caráter subjetivo: o que é uma pessoa legal e interessante para um, é uma pessoa mala e desagradável para outra e vice-versa. Mais uma dica de auto-estima para o leitor(a): se você se acha uma pessoa chata, relaxa, há tantas pessoas neste mundo, uma delas com certeza achará você legal.

Destarte podemos afirmar que a química não é fundamental! Muitas vezes o relacionamento não dá certo exatamente por causa dos contatos pós-química. Descobrimos que apesar de muito bela, a pessoa é chata, metida, arrogante, uma verdadeira mala sem alça.

Comigo mesmo já rolou química com muita garota linda e gostosa, que descobri depois com as conversas que eram insuportáveis, chatas, tontas, fúteis e convencidas. Não dava para namorar nenhuma delas por maior que fosse a beleza escultural que possuíam.

Além disso, há  também o caso de pessoas belas, legais, agradáveis, simpáticas,  inteligentes em que rolou química e nos demos muito bem no pós-química, mas que não virá namoro. São as amizades que de tão intensas não conseguem se transformar em amor. Quando há uma grande amizade com uma pessoa não conseguimos vê-la com os olhos do amor homem X mulher.

Logo, concluímos que nem a beleza interna nem a externa são fundamentais num relacionamento amoroso.

A beleza interior complementa a exterior. Ninguém se apaixona por um(a) lindo(a) chato(a) tampouco por um(a) feio(a) simpático(a).A pessoa tem que ser agradável nos 2 quesitos: tanto por fora como por dentro. Isso é natural e não tem nada a ver com ser exigente, é como funciona espontaneamente os relacionamentos.

A química não é supérflua, tampouco fundamental para um namoro dar certo.
É necessária! Mas se digo que é necessária e não é fundamental estaria me contradizendo? Não! Não, ela é necessária mas não é a coisa mais necessária portanto não se pode dizer que seja fundamental. È que a química é apenas uma fase de um ciclo e tem a mesma importância que a fase pós-química. Uma completa a outra, uma não existe sem a outra: a pós-química só começa quando a fase química terminar.

Maravilhoso é quando superada a primeira fase, a segunda fase começa a dar certo reciprocamente entre as 2 pessoas. Quando isso acontece há o surgimento da biologia de um relacionamento que se desenvolve e fica repleta de filosofia, literatura (prosa e poética), sociologia e demais humanas. E pensar que tudo isso nasceu com a química!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma questão de atitude

Durante muito tempo a mulher foi criada para esperar pelo homem, para nunca agir, nunca abordar, sempre esperar que o homem a abordasse, que o homem desse o primeiro passo na formação de um provável relacionamento amoroso, em suma, a atitude nunca deveria partir primeiro da mulher e sim sempre do homem.

A mulher que manifestasse seu interesse primeiro por um homem era considerada uma mulher que não se dá o valor, uma perdida, vagabunda, galinha, biscate, puta etc.

Esta forma de criação é o fruto de uma sociedade machista e conservadora que dava poder ao homem em detrimento da mulher que era sempre inferiorizada.

O tempo passou e houve uma transformação social: houve a luta pelos direitos das mulheres em todos os aspectos (civil, profissional e pessoal). Tais direitos foram consagrados em lei e na própria Constituição Federal que garantiu a igualdade entre homem e mulher.

Apesar disso infelizmente a sociedade ainda é machista. O machismo diminuiu muito comparado com os séculos passados, mas ele ainda existe.

Uma prova disso é que a ideologia comentada acima de que a atitude deve partir primeiro sempre do homem ainda persiste.

O pior de tudo é que muitas mulheres aceitam isso normalmente, acham que é assim que tem que ser, e mesmo estando a fim de um cara, ficam esperando ele manifestar interesse por ela. São as mulheres machistas.

As mulheres machistas abrem mão da própria felicidade pessoal em nome de uma ideologia machista. Ao afirmarem que concordam que só o homem tem o papel de ter a atitude inicial e que jamais esta atitude deve partir delas, tais mulheres se inferiorizam, aceitando o papel de submissão ao homem e assumindo não poderem ir atrás de quem estão a fim, como se elas não tivessem esta capacidade.

Para elas o papel da mulher é ser capacho do homem e ficar reduzida à função de Amélia. A Amélia criada pelo machismo herdado em nossa sociedade que impôs o homem como superior em tudo, impôs que o homem comanda e faz tudo, devendo a mulher ser submissa e passiva, faz tudo o que o homem quer e que acredita que o homem que namora muitas mulheres é um garanhão e que a mulher que namora muitos homens é puta (outro absurdo!!!).

O machismo é o fator preponderante para a ocorrência desta situação. No entanto, existe um outro fator presente em mulheres não machistas: a insegurança psicológica.

Há mulheres que não são machistas, acreditam que a mulher tem todo o direito e capacidade de dar a atitude inicial, no entanto são inseguras, não possuem auto-confiança.

Tais mulheres tem medo de sofrerem pois já sofreram no passado com homens que a enganaram, não tem a atitude inicial por terem medo que a situação do passado se repita. Vão deixar eternamente de viver a vida e buscar a felicidade por conta de uma experiência negativa do passado?

A insegurança psicológica da mulher foi o tema abordado profundamente na crônica “Mulheres seguras também estão em extinção”, razão pela qual não serão tecidos demais comentários.

Para serem felizes, as mulheres precisam superar o machismo e a insegurança psicológica, sendo o machismo a principal barreira responsável por esta situação.

Viver em função de uma regra machista e se inferiorizar não é nada saudável. Mulheres machistas, pra que se inferiorizarem deste jeito? Se colocarem numa posição inferior como se só o homem tivesse este poder? Como se só quem pudesse dar as cartas fosse o homem?
Mulher que tem atitude não é puta! O conceito machista é que gera este rótulo ridículo e desprezível! Mulheres não se deixem levar por um conceito machista que a sociedade construiu há séculos. Mulher que tem atitude sabe se dá valor! É exatamente o contrário da mulher submissa e passiva (típica Amélia), esta sim por ser capacho do homem não se dá o valor.

Ora, o que há de errado numa mulher chegar numa boa num homem, conversar com ele, dar uns sinais que tá a fim e dependendo do momento falar direta ou indiretamente do seu interesse por ele? Nada, absolutamente nada. É uma situação completamente normal.

As mulheres lutaram tanto pela liberdade, tanto pela autonomia, tanto pelo fato de não serem submissas aos homens, de poderem terem iniciativa pra reger a própria vida e na hora do relacionamento o homem tem que chegar sempre?

Não estou dizendo com isso que só as mulheres devem chegar porque aí já seria femi-nazi  (sexismo que discrimina os homens como se só as mulheres pudessem). Do mesmo modo é errado dizer que só os homens podem ter a atitude. Eis a igualdade entre os sexos!

Enfim, não há uma regra para a atitude, não existe uma preferência. A atitude cabe a quem agir primeiro não devendo nenhum dos dois esperar pela tomada de atitude do outro. Não é sempre o homem que deve chegar primeiro e não é sempre a mulher que deve chegar primeiro, é algo que deve fluir naturalmente. O ideal é que as pessoas (tanto homens como mulheres) sintam-se livres para irem atrás de quem estão a fim.

Tanto a mulher como o homem tem o direito de tomar a atitude inicial para se aproximar da pessoa de quem está a fim. Quem tá a fim, tem que ter atitude, seja homem ou mulher.

Eu quando estou a fim de uma mulher vou atrás, tomo atitude e deve ser assim com homem ou mulher. E se de repente surgir uma mulher que está interessada em mim, ela não deve esperar eu tomar algum atitude, ela mesma pode chegar em mim.

A Amélia não é e nem nunca foi uma mulher de verdade!

O homem em extinção despreza a Amélia e valoriza muito a mulher que tem atitude, é ativa, segura de si, sabe o que quer, tem personalidade própria. Esta sim é a mulher de verdade! A mulher que todo homem em extinção admira, que cativa o seu coração.

Homem em extinção! Ah, o que realmente deveria estar em extinção é o machismo!